Gás natural é tema de palestra do 9º Congresso Brasileiro em Petróleo e Gás

Por Isabela Souza,

Engenheiro da Algás apresentou para profissionais e estudantes projeto inovador desenvolvido em parceria com pesquisadores da UFAL

Com o apoio da distribuidora alagoana de gás natural, a Algás, e com o objetivo de reunir pesquisadores, estudantes e profissionais da indústria de petróleo, gás e biocombustíveis para discutir os avanços científicos e tecnológicos da área, a Associação Brasileira de Pesquisa e Desenvolvimento em Petróleo e Gás (ABPG) e a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) promoveram, entre os dias 9 e 11 de novembro, a nona edição do Congresso Brasileiro de P&D em Petróleo e Gás – PDPETRO.

O engenheiro da Algás, distribuidora alagoana de gás natural, Giancarlo Gonçalves, e o pesquisador do Laboratório de Computação Científica e Visualização (LCCV) da UFAL, Ricardo Fernandes, apresentaram no último sábado (11) uma palestra que teve como tema a integração entre o sistema de Supervisão, Controle e Aquisição de Dados (SCADA), desenvolvido e utilizado pela Algás, e o sistema de Análise de Fluxo de Gás Natural (Mapflow), projeto que está sendo desenvolvido pelos estudantes e pesquisadores do LCCV.

Gonçalves explicou que, por ser a responsável pela distribuição de gás natural para consumo residencial, comercial, industrial e veicular em Alagoas, a Algás possui uma grande quantidade de tubulações e instalações subterrâneas na cidade, e isso demanda um devido acompanhamento para melhor proveito do combustível.

“A parceria com o LCCV acontece para atender a essa necessidade, pois nossa malha de fluxo é bastante ramificada e densa. A proposta é de criação de um software para gerenciamento e análise de sistemas de malhas de fluxo de gás natural”, conta Giancarlo.

As vantagens dessa integração de sistemas também foram abordadas na apresentação. Segundo os palestrantes, o trabalho contribui para a qualidade na tomada de decisões pela Engenharia e Operação da Algás, através de simulações mais precisas do comportamento da rede de distribuição de gás natural.

“Dessa forma, há uma melhoria na verificação da rede para instalação de novos clientes, identificação de gargalos e melhoria no processo de medição, influenciando diretamente no dimensionamento, controle operacional e diagnóstico da rede, tornando ainda mais segura a operação de nossas redes”, conclui o engenheiro.

 

Por Isabela Souza