Do preço final do GNV, Algás fica com apenas 8%

Por Isabela Souza,

Dos R$ 3,45 cobrados em alguns postos de combustíveis pelo GNV, apenas R$ 0,27 correspondem à margem de distribuição da Algás.

Na Cadeia Produtiva de Óleo e Gás, formada por diversos agentes, a Algás é responsável pela distribuição, estágio que sucede a exploração, produção, processamento e transporte. Na posição de distribuidora, a Algás não produz gás natural – ela compra o produto de um supridor (a Petrobras) e distribui ao mercado sendo remunerada por tal serviço e tendo a obrigação de investir e prover no território de Alagoas a infraestrutura de gasodutos.

No segmento veicular, a Algás vende o gás natural por R$ 2,4744 para os postos de combustíveis que, por sua vez, revendem o GNV aos usuários finais por preços que chegam a até R$ 3,45. Desse valor total, apenas R$ 0,2741 correspondem ao montante destinado à Algás (a margem de distribuição).

É por meio da margem de distribuição que a Algás paga seus custos/despesas e realiza investimentos, provendo a infraestrutura da rede de gás canalizado em Alagoas, que se transforma em patrimônio transferido ao Estado ao término da concessão.

Na primeira semana de fevereiro, a tarifa do gás natural sofreu um reajuste. No segmento veicular a tarifa final homologada passou de R$ 2,3359 para R$ 2,4744.  Além do aumento do custo de aquisição do gás e das novas condições contratuais com o supridor do produto (a Petrobras), a revisão também contemplou a nova margem de distribuição praticada pela Algás, que não sofria alterações desde agosto de 2017, quando a margem da distribuidora era de R$ 0,2363 e agora foi alterada para R$ 0,2741.

Por Felipe Guimarães

Foto: Luiz Eduardo Vaz